Cenas cotidianas, que só os olhos mais sensíveis conseguem captar. Retratos de uma realidade latente, que apenas os gênios são capazes de registrar. O tubaronense Willy Zumblick é membro desse hall.

A Notícia (Rodrigo Stüpp), de 06/12/2005

Por sua grandeza e valor, Zumblick e o conjunto de obras produzidas são considerados um patrimônio do Estado de difícil dimensionamento.

A Notícia (Neri Pedroso), 25/09/2005

Willy Zumblick legou ao povo catarinense uma obra original e documental que lhe assegura o status de figurar entre os maiores artistas plásticos do Brasil.

O traço realístico e marcante de seus personagens coloridos, que surgem das suaves sombras com auras iluminadas, expressa a Nova Figuração contemporânea da Arte Brasileira.

Zumblick contou a História Catarinense, materializou lendas e personagens históricos e decodificou, em cores e formas, a beleza, tanto da cultura popular, quanto do imaginário do Povo Catarinense.

(Fernando Albalustro/Arte-educador)

Sem dúvida, o mestre da Cidade Azul é o mais copioso artista plástico de toda a história de Santa Catarina. Não sei se, no Brasil, algum artista plástico - talvez Cícero Dias - pintou, ininterruptamente, durante sete décadas! Parte dessas milhares de obras está exposta no Museu que fundou, abrangendo a universalidade da vida catarinense. Willy privilegiou a nossa geografia física e humana, as particularidades da natureza, os tipos característicos, as paisagens, as cenas do cotidiano. As nossas epopéias, os nossos maiores acontecimentos históricos e sociais, como a Guerra do Contestado e a Tomada da Laguna, mereceram cores vivas e vibrantes de seu pincel.

Luiz Henrique da Silveira (Governador, A Notícia, de 07/04/2008)

Em seus quadros, figuras com olhar que consegue ser, ao mesmo tempo, profundo, brilhante e divertido. Não raro um cachorro, um gato, um macaco espreitam os personagens que dão a impressão de estar sempre conversando nas telas barulhentas de Zumblick.

Diário Catarinense (Jacqueline Iensen), de 01/06/2009

A história e o folclore catarinense, como a Guerra do Contestado, a República Juliana e a Festa do Divino sempre foram temas em suas telas. Willy pintou o povo, as suas artes específicas, o trabalho diário, o cidadão comum. Talvez venha daí o respaldo, o grande sucesso que fez (e faz) no pequeno e restrito mundo das artes plásticas.

Diário Catarinense (Zahyra Mattar), de 26/09/2006

Somos gente que trabalha e se diverte. Somos “gente de família” e de igreja. E temos várias formas de rezar, crer e pedir perdão. Somos da serra e do mar. Somos das planícies e dos relevos mais caprichosos. Somos dos verdes e das rochas, do basalto e do granito. Zumblick captou este universo. Mais: capturou, com energia e delicadeza especiais, cenários e personagens nas telas imensas de sua imaginação e lhes deu vida, cheiro, sons e cores, luz e trevas, fumaças e brilhos para que nós todos pudéssemos sentir e nos emocionar. A arte de Zumblick nos emociona porque é acessível aos simples. É didática. Exprime e resume espaços e cenas da vida da nossa gente. Tanto do dia-a-dia quanto das “domingueiras” e dias especiais. Nosso Estado é isto e muito mais! Zumblick sabe que somos mais e nos deu de presente, por meio de sua obra, o privilégio de podermos conhecer mais e amarmos mais nossas raízes, nossa história, nossa natureza, nossa gente.

Esperidião Amin Helou Filho, Professor (A Arte de Zumblick, 2005)

Há muitos anos, quando tive a oportunidade de contemplar o original da Anita Comanda a Volta para o Sul, fui tomado pela sensação de que ali eu também estava, derrotado como os farroupilhas, retirando-me de Laguna, mas orgulhoso, confiante no futuro do longo horizonte que se abria à frente e em direção à causa da liberdade. E quem se concentrar diante desta ou das demais telas da coletânea garibaldina de Zumblick sentirá melancólicos acordes de uma serena melodia, que o remeterá a testemunhar uma época em que uma mulher e um punhado de idealistas fizeram prevalecer e perpetuar a nobreza de seus ideais.

Adilcio Cadorim, Advogado e Escritor (A Arte de Zumblick, 2005)

O pincel retrata os sentimentos do coração. Quem sabe ler as cores e as formas de uma tela descobre a vibração do artista que a produziu e as fontes inspiradoras. Nosso destacado artista sabia transportar para as telas os valores guardados dentro do seu coração, de sua alma religiosa, humana e sentimental. Por isso, o seu trabalho foi aceito, consagrado e é aplaudido por todos. Sua religiosidade se tornou pública e imortal.

Padre Raimundo Ghizoni (A Arte de Zumblick, 2005)

O Pintor das Bandeiras do Divino. Zumblick, em quase duas centenas de telas, imprime com imensa beleza a reprodução ou ilustração da festividade com sua cor, fitas, flores e bordados. Apresenta, em traços simples, vivos e coloridos, aliados a um forte humanismo, a peregrinação da Bandeira por sítios, praias, vilas e cidades do interior. Há uma identidade muito grande entre o artista e a Bandeira do Divino e uma compulsão contínua em pintá-la. Um olhar lírico e onírico, de grande doçura, a descobrir a magia da tradição secular. Um olhar de muitos tons e cores a dar vida às formas e figuras resgatadas nas tradições e valores da cultura popular açoriana. Um olhar que se ilumina ante o tremular do Divino, no secular ritual e na mística simbólica do Espírito Santo.

Lélia Pereira da Silva Nunes, Socióloga e Escritora (A Arte de Zumblick, 2005)

Zumblick nos legou extensa produção retratista que, só agora, descubro a alta qualidade. Não o “retratista contratado por abastados para fixar no linho grosso da tela o rosto da filha debutante. Talvez mais perto daquele tal Leonardo, nascido em Vinci, com o desafiador sorriso enigmático de sua Mona Lisa que, realmente, não era a esposa de Francesco Del Giocondo mas apenas uma doméstica. Nesse caso, o sorriso não seria mais do que um deboche da burguesia de Florença. Em Zumblick, temos que ir muito além do retrato - perscrutar o sentimento do artista que tenta sempre ser entendido. Ao ver os quadros, procure a razão da angústia, da culpa, dor, ternura, amor, raiva, desgosto, agonia, amargura, ansiedade, consternação, desgosto, aflição. E se conseguíssemos raspar as camadas de tinta, quem sabe encontraríamos outros sentimentos, dos quais o artista se arrependeu. Por isso, meu amigo, não me pergunte para quem olham os retratados de Zumblick: seus olhares vão muito além de seus retratos. A não ser que o artista esteja zombando de nós...

Vanio Coelho, Jornalista e Advogado (A Arte de Zumblick, 2005)

Um apreciador da arte sabe que ele é homem sem preocupações reformistas, que estabeleceu o seu jeito particular de exprimir a beleza e com seu jeito vai amando o mundo. Impõe-se ter um olhar sempre atento para as raízes populares desse universo, para a persistência de tantos elementos culturais dos quais o pintor vem, por décadas, se fazendo intérprete. Tenho pela pintura de Seu Willy um sentimento especial, uma ternura que se explica por razões de ordem muito íntima. Ela integra o rol de elementos do meu deslumbramento infantil, me remete à grande descoberta de que das mãos humanas, com tintas e pincéis, também sai vida.

Flávio José Cardozo, Escritor (A Arte de Zumblick, 2005)

Afortunadas as pessoas que têm o privilégio de conviver com Willy Zumblick e sua arte permanente, perenizando inúmeros temas, materializando, com preciosa arte, episódios da história de Santa Catarina e de sua gente, constituindo uma magnífica expressão cultural de talento e criatividade.

Colombo Machado Salles, Engenheiro (A Arte de Zumblick, 2005)

O universo pictórico de Zumblick, na sua série O Contestado, mapeia não apenas o contexto histórico, cujo resultado se prefigura em telas que episodiam aspectos pontuais do conflito. Nas suas produções, as fronteiras históricas são ultrapassadas, ao plasmar em formas e cores o testemunho artístico acerca de um fato. Assim, através de sua investigação iconográfica, Willy Zumblick nos convoca a também sermos intérpretes, dividindo conosco a sua experiência pictográfica e integrando os elementos narrativos que emergem da sensibilidade, riqueza visual e habilidade técnica com que orquestra suas composições. Não obstante, figurativiza aspectos que refletem o contexto da época, tal como podemos situá-lo, a partir de uma breve incursão naquele que foi um dos mais sangrentos episódios que a região Centro Oeste de Santa Catarina protagonizou.

Rita Inês Petrykowski Peixe, Professora (A Arte de Zumblick, 2005)

Zumblick não desmentiu em nada essa bela tradição de espontaneidade. Sem padrinho, sem querer ser um grande pintor, a fama dos seus quadros ecoa hoje em dia por todo o sul do Brasil. E ele continua em Tubarão, sua terra natal, fazendo Arte como sempre a fez. Os seus quadros são procurados por todos. Porque são diferentes, deliciosamente diferentes. Fixam coisas, costumes, a vida popular de sua terra. A Bandeira do Divino, Procissão dos Navegantes, Brigas de Galos... e tudo isso sem convencionalismo, sem compromisso com escolas ou críticos. Tudo isso tal como é, como ele sente, com as tintas que ele cria. Zumblick, é mais que uma revelação - é uma estrela de primeira grandeza, que, sem o querer, impôs-se nos cenários da nossa arte pictórica. As telas de Zumblick começam a chegar ao Rio. E aqui começam elas a ser admiradas por todos. Isso porque têm um delicioso sabor de coisa nova, nova e bem brasileira.

Revista da Semana-Rio de Janeiro

Com o pincel pintas o céu, as estrelas, o universo, a fauna, a flora, os mares, os rios. Pintas as crenças, as manifestações culturais, a contemplação, o divino e o absoluto. Pintas a vida, o éter espiritual, a dor, a alegria, a história, o passado e o futuro. Só não pintas Deus, porque Deus fez Zumblick para reproduzir sua obra.

Luiz Carminati-Academia Orleanense de Letras

A retumbante consagração no mundo das artes vem coroar, hoje, o sério e profícuo labor de muitos anos, em busca do ideal artístico. De suas expressivas telas jorram luzes e vibrações de cores, refletindo calor de espírito constantemente sintonizado com altas apirações. Como não poderia deixar de ser, a obra retrata cabalmente o homem. Os últimos ensaios como decorador sacro, acusam sensível influência mística: a Igreja Matriz de Oficinas, recentemente concluída sob moderno e arrojado padrão, ostenta verdadeira jóia, a belíssima e impressionante Via Sacra, o fabuloso Painel, representando a Natalidade, além de outras preciosidades sem nenhuma dúvida, é ponto alto do turismo em Tubarão.

Ângela Souto Mayor (Ana Leg), Médica e Colunista

Zumblick pinta para o público, e não para meia dúzia de críticos. Um pintor que coloca acima de tudo a sua Faculté Maitresse, fiel a sua arte, incapaz de traí-la para satisfazer a um sentimento que esteja em desacordo com a escala de valores intuída pela sua consciência de Artista. Este tem sido, sem dúvida nenhuma, o segredo do seu sucesso.

Nereu Corrêa, Escritor

Versátil e produtiva, com estilo vigoroso e inconfundível, eis belíssimas paisagens brasileiras, retratos marcantes, cenas de folclore do cotidiano; natureza morta, casarios e História Nacional, todos os temas a sua criatividade fecunda abordou, pesquisou, interpretou e fixou em telas que imortalizam o nome do Mestre Zumblick. Há anos vem dedicando parte de seu labor às telas históricas garibaldinas, às tradições gaúchas farroupilhas e ao período das Repúblicas Catarinense e Juliana do século passado...

Wolfgang Ludwig Rau, Historiador

Editada para mais de 160 países e regiões geográficas, a revista The Rotarian an Internacional Magazine, do mês de setembro/85, em inglês, traz estampado o Monumento à Mãe, de autoria do pintor-escultor Willy Zumblick. É sem dúvida uma justa homenagem ao inigualável Willy Zumblick, que seus amigos rotarianos, podem apreciar e deleitar-se com sua estupenda arte.

Jornal O Estado, Florianópolis

Zumblick é o nome de um veterano pintor catarinense, filho residente em Tubarão, cuja obra está a merecer cuidadoso estudo crítico, colocando-o, definitivamente, no espaço dos grandes nomes da pintura regional do país. Regional e Nacional, pela força de suas figurações.

Walmir Ayala, Crítico de Arte, Rio de Janeiro

Vejo nas telas de Zumblick o homem que pinta o que o emociona e o impressiona. E o faz com rara sensibilidade. Tanto nas paisagens, como nos quadros inspirados nos aspectos cotidianos e nos tirados à História, o artista se afirma com bastante segurança, engenho, sutileza e delicada harmonia de cores. É o homem que pinta, acima de tudo, com amor. Isto faz dele um autêntico artista que honra a cultura de Santa Catarina e envaidece a sua gente...

Abelardo Souza, Professor e Cronista

E isto está na tela; apreciem e resolvam tema a tema; numa solução completa, quem puder fazê-lo; quem tiver talento e sensibilidade para isso. E o Zumblick, na sua pose de pintor flamengo do Renascimento, parece representar o curso dos séculos e, do seu pincel, as tintas jorram figurações de gente e mundos que ultrapassam “n” dimensões espaços-temporais. É outro muito grande da nossa Arte.

Amaro Seixas Netto-Academia Catarinense de Letras

O Último Guerreiro Carijó. Este quadro de Zumblick imortaliza o poema do mesmo título, de A. Seixas Netto, onde é contada a histórica resistência do Cacique Caiobig, da Ilha de Santa Catarina, que os selvígenas chamavam de Mei-en-bipe, aos invasores espanhóis. O Cacique Caiobig era pai do Cacique do mesmo nome que, em 1596, foi aprisionado com mais 70 guerreiros e levados para trabalho escravo em Santos, onde foram vendidos. O poema O Último Guerreiro Carijó, para o qual Zumblick pintou esta notável tela como ilustração especial do livro Cantos Ilhéus, foi no dizer do próprio autor, “pintado com todo carinho de artista para outro”. Este quadro de Zumblick, pelo seu conteudo histórico, iguala-se em grandiosidade à Primeira....

Amaro Seixas Netto-Academia Catarinense de Letras

De vez em quanto, coçando a cabeça com o cabo do pincel, Zumblick passa a maior parte de seu tempo trancado sozinho em seu atelier, montado em sua residência. O menor barulho provocado por seus filhos ou pelos carros que trafegam em frente, é motivo para pintar demais o que não devia. Seu maior desejo é ter seu próprio Museu. “Se Deus quiser reunirei um dia todas as minhas obras em um Museu”.

Revista Nação Brasileira, Rio de Janeiro

T enho observado que, em tão pouco tempo, tens progredido muito. Considerando, assim, tenho certeza de que chegará o dia que o nome Zumblick será celebrizado. De hoje em diante, deve se especializar e só pintar o que penetra sua alma. Tenho inveja do seu grande talento.

Guilherme Frederico Lobe, Pintor e Mestre de Zumblick, em carta de 15/101950

Um presépio simples como o verdadeiro espírito de Natal. Zumblick teve a sensibilidade de colocar no conjunto uma pessoa do povo, um brasileiro humilde, que assiste sentado no chão, toda aquela maravilha. Este presépio merecia estar no Museu de Presépios, em São Paulo, pela originalidade, qualidade plástica e livre de interpretação de imagens que o tempo sacralisou, e que precisam voltar ao nosso convívio neste nível lúdico e gracioso que não exclui a piedade, mas enfatiza a fantasia.

Walmir Ayala - Jornal do Comércio - Rio de Janeiro

P ara Zumblick, pintar não é profissão, é um complemento indispensável à sua vida, é também um significado ou uma necessidade que o artista tem dar à vida. Diz o artista que um quadro para ele, é mais um filho que entra na família, acredita que uma tela, depois de trabalhada, tem um significado especial que faz parte de sua carreira e vida artística. Nas artes cartarinenses uma estrela cadente, sem dúvida, é o pintor Zumblick, Vivendo na cidade de Tubarão, é um artista que nos predispõe a escrever mais de sua figura humana do que propriamente de suas belas telas. E uma definição exemplar sobre o artista é a de J. G. de Araújo Jorge: “Fora dos grandes centros que são Rio e S. Paulo, numa pequena cidade de Santa Catarina, na zona carbonífera, Zumblick é desses raros pintores que comungam a terra...”

Revista Casa & Jardim, São Paulo

Já a arte de Zumblick, é um regalo para as minhas vistas, é um festival de beleza e tonalidades, que me encanta a mente.

Carlos Régis, Médico

“ Meu gênero é retratar tudo aquilo que me circunda. Minha pintura tem variações, dependendo das minhas emoções. Aprendi que a gente deve viver e transmitir tudo aquilo que é bom...” Talvez seja o único no país na sua proposta de trabalho; a pintar a história do povo de seu Estado. E a sua preocupação não é somente com o passado, mas também com a histgória que continua acontecendo...

Correio Brasiliense, Brasília

Como se escreve e pinta a História catarinense. O fuzilamento do Barão de Batovi foi perpetuado em tela de grandes dimensões, pelo talentoso e exímio pintor catarinense Willy Zumblick, cujo quadro adquirido pelo Estado, encontra-se em um dos salões da Assembléia Legislativa. Diante do pelotão de fuzilamento, comandado por um oficial, vê-se a figura impoluta, impertubável do venerando Barão do Batovi, despido de sua túnica de Marechal do Exército, gloriosa farda que tanto soubera honrar e enobrecer. Calmo, varonil, o velho soldado encara resoluto os subordinados sem temer a rajada das balas assassinas de Moreira César; ao lado, no chão, a túnica e o quepi do valoroso soldado...

( Nota: A tela foi consumida pelo fogo, devido a um incêndio na Assembléia Legislativa. Em 1980, o artista pintou nova tela sob o mesmo tema, reproduzida neste Catálogo, na página-----).

“ O Brasil é um presente à pintura”, da mesma maneira que o velho Heródoto disse que o “Egito era um presente do Nilo”. Mas os egípcios criaram uma civilização, ergueram as pirâmides, Carnac e Tebas, aproveitaram o presente recebido, enquanto os pintores brasileiros desconhecem o valor inestimável que têm diante dos olhos. Terras e homens brasileiros ainda a espera daquele que se lembre de fixá-lo. Há, evidentemente, grandes pintores, mas alguns se voltam para “naturezas mortas” ou para “estranhas naturezas”, influenciados pelo que lhes dizem da pintura francesa ou italiana, esquecidos de que com um pouco de sensibilidade, no Brasil, basta ter olhos, para que a pintura se imponha com seus motivos singulares e interessantes. Fora dos grandes centros, que são Rio e S.Paulo, numa pequena cidade de Santa Catarina na Zona Carbonífera, Willy Zumblick é desses raros pintores que comungam com a terra.

Ildefonso Juvenal

Sua arte se serve do próprio meio e vai colhendo flagrantes e impressões as mais vivas e sugestivas.

J.G.de Araújo Jorge, Poeta, Revista Carioca, Rio de Janeiro

Chamas os teus trabalhos de “borrões”... pois estes poucos borrões demonstram a sua capacidade artística e seu talento, quase posso dizer, ser genial. Os quadros são feitos em baixo de uma perfeita observação com muito e delicado humorismo e uma técnica admirável. Tu enxergas a natureza com cores que só Deus sabe dar à gente. As tuas corajosas pinceladas, que não conhecem dúvidas, entusiasmaram-me bastante e só sinto que não me posso explicar melhor na Língua Portugesa. Se eu pudesse escrever-te na minha língua, dir-lhe-ia tudo o que eu penso e sinto a teu respeito. Vejo que o meu Aluno e colega está no caminho para a glória e faço votos de que nunca deixarás esta sublime arte que eleva tanto a gente e educa....

Frederico Ghimerme Lobe-Pintor e Professor de Willy

Qualquer pessoa que contempla as telas de Zumblick, mesmo que não aprecie o seu estilo, sente estar diante de um grande pintor. As suas igrejas, as suas emidas, oradas, capelas, ruínas, casas velhas, ruas antigas cheias de alpendres floridos, de esquinas tradicionais, de nossa velha cidade, como Parati, por exemplo, e Florianópolis, em particular, recordam um passado que não volta mais, mesmo para aqueles que não são saudosistas ou evocativos. Zumblick coloriu Santa Catarina com os seus cincoenta anos de pintura.

Álvaro de Carvalho, Médico, Florianópolis

De Beleza também se Vive. Tal o engenho, a sutileza e a delicada harmonia que o artista imprime às diversas mudanças do amarelo, o amarelo que seduziu Vincente Van Gogh, infelizmente, mais simples apreciador do belo, como eu, não pode ter a ousadia de analisar, mais profundamente, a obra de Zumblick. Mas, pode deleitar-se e emocionar-se com ela. E isto lhe faz bem. De beleza também se vive...

Manoel Menezes, Jornalista, Florianópolis

O artista, através de sua força criadora, assume função de reter a face bela e humana da vida. Seu valor não está apenas na beleza plástica, mas na força interior que emana da sua obra. Ver a vida é revivê-la no nomento de criação. Zumblick é uma dessas pessoas que parecem estar sentadas à janela da existência, registrando, transformando e recriando com sensibilidade de sua alma o eterno aceno dos fatos vitais do seu tempo....

Volnei Martins Bez, Jornalista/Escritor (Jornal Cobertura, Florianópolis)

Uma convivência harmoniosa com o belo, com toda a convulsão que vive nas veias de um artista como Zumblick, a mesma convulsão que estabelece os limites entre a natureza, realidade e paz de espírito. São amostras, e como a palavra, diminuem o sentido do visual de uma pintura que está presa a escolas ou modismos. É apenas, e como é grande esta capacidade, o dom de transmitir o artificionalismo da pintura vazia dos mais profundos sentimentos que vagueiam errantes pela alma humana, esperando que alguém os pegue pelas mãos e os traga à tona...

Jornal Cobertura, Florianópolis.

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